sábado, 16 de abril de 2011

Libertino

O Libertino. (Introdução)

"Permitam-me que seja franco antes de começar. Não vão gostar de mim. Os cavalheiros sentirão inveja e as damas repulsa. Não vão gostar de mim agora e muito menos com o decorrer da história.

Damas, um aviso. Estou disponível. Sempre. Não é uma questão de orgulho ou opinião. É uma constatação médica. Digo-o de forma categórica. E irão vê-lo de forma inequívoca. Não. É uma posição confortável a vossa é melhor observar e tirar as vossas conclusões de forma distanciada
ao invés de o fazerem vendo-me envolvido com as vossas mulheres.

Cavalheiros, não desesperem. Também estou disposto a isso. E portanto, o mesmo aviso se aplica a vós. Controlem as vossas erecções até que eu tenha uma última palavra, mas quando tiverem sexo, e terão sexo, estou certo que o farão, saberei se me desapontaram. Desejo que façam sexo
enquanto vos observo e ridicularizo os vossos genitais.

Sintam... como eu senti, como eu me sinto. E pensem. Seria este arrepio o mesmo que ele sentiu?
Será que sentiu algo de mais profundo? Ou existe um muro de infelicidade em que todos chocamos com as cabeças nesses pequenos momentos eternos?

É tudo.
Este foi o meu preâmbulo. Nada em rima. Nenhuma afirmação de modéstia. Não esperavam isso, penso eu. Chamo-me John Wilmot. Visconde de Rochester. E não quero que gostem de mim."


 Esse texto, o final em especial, me lembra uma pessoa que, pra mim, aliás, pra todos que conheceu da mesma forma que eu o conheci, ver esse "rapaz" como uma incognita. Muitos não gostava dele,achava chato, louco, psicopata, mas na verdade, eu sei, ele instigava a todos, de uma forma estranha... chegava a ser engraçado(risos).  "Defenestrar" era sua palavra preferida. rs.
Bom, se um dia, alguém que o conheceu ler isso, vai lembrar de quem eu falo, ainda mais que eu disse a palavra "defenestrar". rs.


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